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Imprensa suíça destaca desempenho de Marina Silva

A candidata Marina Silva depois de votar no Rio de Janeiro, em 3 de outubro.

Legenda: A candidata Marina Silva depois de votar no Rio de Janeiro, em 3 de outubro. (Keystone)

Por Claudinê Gonçalves, swissinfo.ch


Com a manchete “A herdeira que se tornou dissidente de Lula”, o jornal Le Temps, de Genebra, considera que “a candidata ecologista foi a surpresa de domingo”, com quase 20% dos votos.

O jornal dedicara todo o primeiro caderno ao Brasil na edição de sábado, com a manchete “Brasil, o voo do gigante. Na capa, havia uma caricatura do presidente Lula no lugar do Cristo Redentor, no Rio.


Na edição desta terça-feira (05) a correspondente do Le Temps em São Paulo afirma diz que Marina Silva impediu a vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno, mas questiona se ela terá realmente um papel a desempenhar no segundo turno. Afirma ainda que ela tem uma história de vida parecida à do presidente Lula.

Congresso

Em Zurique, o prestigioso Neue Zürcher Zeitung escreve que Dilma Rousseff não ganhou no primeiro turno devido à votação expressiva de Maria Silva, mas continua favorita no segundo turno. O jornal afirma ainda que o partido do presidente Lula sai fortalecido no Congresso e que isso facilitará o trabalho de Dilma, se ela for eleita.

O Tages Anzeiger, também de Zurique, afirma que a candidata à presidência foi forçada a disputar o segundo turno, principalmente devido ao resultado inesperado da candidata do Partido Verde. Afirma ainda que José Serra havia subido um pouco nas sondagens nos últimos dias. O jornal também relata resultados “curiosos” como o fato “de um palhaço ter sido o deputado mais votado”.

A revista semanal L’Hebdo, em edição anterior ao primeiro turno, aposta que o Brasil “terá uma mulher presidente, no primeiro ou no segundo turno.”

Em longo artigo em que analisa os principais candidatos, a revista afirma que “a direita desapareceu e só a imprensa combate o governo.” Diz ainda que, “nas favelas e no campo, as pessoas pouco se importam com o que dizem os jornais.”

Resultado positivo

“O meio-fracasso (ou meio-sucesso) de Dilma Roussef tem algo de positivo”, afirma o La Liberté de Friburgo, em editorial. “Ele prova que a popularidade não se transmite oralmente. Apesar dos apelos do presidente Lula, não houve o efeito plebiscito esperado”, afirma o jornal. “A ascensão vertical da candidata verde Marina Silva é uma advertência reveladora. Os brasileiros têm consciência que o desenvolvimento não pode mais ser feito ameaçando o meio ambiente”, continua o editorialista.

Ele fala ainda de corrupção, sistema educativo deficiente e estruturas sociais feudais. “A provável futura presidente terá missão sagrada de transformar o legado positivo de Lula em uma verdadeira revolução dos espíritos, mais profunda e mais radical. O mais difícil para ela e seu país, ainda esta por vir.”, conclui o editorial do La Liberté de Friburgo.

Claudinê Gonçalves, swissinfo.ch

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