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Tribunal julga na quinta recurso contra liberdade de

Assange

Servidor de domínios deixou Wikileaks offline

Por Keith Weir

LONDRES (Reuters) – Uma corte britânica decidirá na quinta-feira se liberta ou não o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, sob pagamento de fiança de 200 mil libras. Desafeto do establishment dos EUA pelo vazamento de comunicações diplomáticas, Assange é acusado de ter cometido crimes sexuais na Suécia.

O site do Ministério Público da Suécia, que esteve por trás da prisão de Assange em Londres, sofreu novo ataque durante a noite e ficou fora do ar por cerca de 12 horas, disse a porta-voz Karin Rosander.

 

O site já havia sido atacado na semana passada, assim como as páginas de organizações como Visa e MasterCard, que, acreditam ativistas da Internet, atrapalharam o WikiLeaks.

Assange teve a fiança concedida por um tribunal britânico na terça-feira, mas os promotores que representam a Suécia recorreram e ele permanece numa prisão de Londres.

“O recurso da acusação contra a decisão da Corte de Magistrados de conceder fiança a Julian Assange foi apresentado. Ele será decidido amanhã”, disseram autoridades num breve comunicado.

O caso será decidido às 11h30 (9h30 no horário de Brasília) na Alta Corte da Inglaterra, no centro de Londres, informou um funcionário do tribunal.

Um advogado de Assange, que é especialista em computação e tem 39 anos, dissera mais cedo na quarta-feira que os simpatizantes do australiano haviam arrecadado em torno de metade do dinheiro necessário para pagar a fiança.

O advogado Mark Stephens afirmou que pessoas comuns queriam contribuir com o fundo para libertá-lo. “Temos de chegar a 200 mil libras em dinheiro e isso é difícil de conseguir”, disse Stephens à BBC News.

“Temos cerca de metade disso agora, mas, claro, as pessoas entenderão que mesmo pessoas ricas não ficam com esse tipo de dinheiro à disposição,” acrescentou ele.

Figuras públicas de destaque, incluindo o cineasta norte-americano Michael Moore, o jornalista australiano John Pilger e o escritor britânico Hanif Kureishi prometeram apoiar Assange.

“Estou recebendo ofertas do público geral, que está vindo e dizendo que gostaria mesmo de contribuir com isso (fiança) e que Julian Assange não deveria estar na prisão”, disse Stephens.

Assange e seus advogados disseram temer que promotores dos EUA possam estar se preparando para indiciá-lo por espionagem por causa da publicação dos documentos pelo WikiLeaks.

Assange combate as tentativas de extraditá-lo para a Suécia para questionamentos sobre acusações de conduta sexual imprópria feitas por duas voluntárias do WikiLeaks, negadas por ele.

Stephens acusa as autoridades suecas de tentar pôr em cena um “julgamento-show” e de perseguir seu cliente.

 

Reuters

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