ENFOCANDO NA INFO QUANDO ACONTECE

OBAMA FALA DO ÓBVIO, DE GENERALIDADES, MAS CONVENCE

 

Ontem à noite vimos o mais importante discurso presidencial dos EUA, o chamado STATE OF UNION

O balanço do estado geral do país.  É uma “prestação de contas” presidencial (do executivo) ao Senado (legislativo) medindo o “pulso” da nação.

AS BOLSAS SUBIRÃO AMANHÃ (a menos que nada de catastrófico aconteça, e claro) – e deverão subir mais. Houve uma energização no país. Um tipo de união política entre Democratas e Republicanos, só vista em tempo de crises aqui.

Também o Obama deu um “cala-boca” nos radicais da Dona Sarah Palin. Tudo isto foi desencadeado pelo “auto-canibalismo” que existia no país, de uma polarização aguda de idéias que paralisava o país. As causas podem ser muitas, variando do incidente das Torres Gêmeas em NY, mostrando a vulnerabilidade do país, ao fiasco da previa administração do presidente Bush, também o fiasco da Guerra do Iraque podendo ir até o desemprego e se esparramando até a ma adaptação de muitos no país em aceitar um presidente negro.

Esta polarização chegou quase a estagnar o país, ódios foram ativados pelos radicas do Tea Party, ala radical dos Republicanos liderado do Sarah Palin e outros seguidores. O nome Tea Party(partido do Chá) é uma alusão radicalizada aos Americanos Coloniais que disfarçados de índios, invadiram navios ingleses em Boston, destruindo a carga de chá (tea) nos navios ingleses atracados. A destruição do chá era um protesto a taxação dos ingleses aos coloniais – sem dar-lhes própria representação em Londres. Foi o brado de “no taxation without representation” – nada de impostos sem a nossa representação – no parlamente Inglês. Explicado este “flash” histórico que deu nome aos radicais do Tea Party, eles criaram um clima tão odioso no país ao ponto que muita gente ligou a radicalização odiosa de parte deste segmento dos Republicanos (do Tea Party) ao incidente do Novo México, onde um guri de parafusos frouxos atirou num grupo de representantes políticos em nível de comarca e em vários participantes.

Este crime foi capitalizado por Obama, mostrando ao povo americano a que nível de ódio havia chegado entre si, se digladiando entre si politicamente não em prol de uma política específica, mas sim contra o partido oponente. Estávamos chegando ao ponto do legendário guerrilheiro boliviano que entrando com seu bando numa vila perguntou: “Hay gobierno”? Um “campesino”, a frente de um pequeno grupo respondeu gaguejando:” Si senor! Hay”… E foi um Ra-ta-ta-ta danado de metralhadora, e depois o guerrilheiro somente disse: “Soy contra!”E estávamos chegando a este nível.

Despertada a nação com o incidente do Novo México, houve uma reaproximação mais racional entre os políticos, reaproximação esta somente vista em tempo de guerra ou de grandes crises, como a financeira que passamos agora aqui e quase que mundialmente, com exceção dos países do BRIC – até então.

Bem o fato e que pela primeira vez em muitas décadas democratas e republicamos participaram na câmara sentados juntos = e não separados em dois blocos como de praxe. Com isso eles demonstraram uma união política aceitável para o bom andamento do país, o que é bom alavancamento para de tirar o pais do desanimo e auto-canibalização.

Vários programas de base foram expostos e aplaudidos por ambos os partidos: Um programa racional para colocar as despesas do país no preto, com impostos mais dos ricos e menos sobre as classes media. Educação terá uma injeção tremenda de verbas. Educação devera mais voltada a ciência e a técnica e menos em advocacia, profissão que transborda pelas beiradas dos EUA. Haverá mais dinheiro aplicado em pesquisas e menos em telemarketing. Também será lançado um agressivo programa de melhoria da nossa infra-estrutura obsoleta, como criação de malhas rodoviárias mais amplas, rápidas e implementação de muitas linhas de trem bala. Também na área de energia os EUA apostarão nas fontes de energia “limpa” e pretende em 2050 usar somente 20% de combustível a base de fosseis. O problema de segurança interna foi bem discutido e as tropas estão retornando do Iraque e Afeganistão.

Sinto também que Obama esta trabalhando bem no que ele sabe melhor, que é o campo de relações globais, haja vista e relação Sino-Americana, indo bem, e a sua recém programada visita ao Brasil e Chile. A modernização do Parque Industrial foi discutida e também geração de empregos tipo o programa do New Deal d Roosevelt, deverão ser criados.

Mas de tudo, palavreados aparte, sinto que o Obama tem a capacidade de amalgamar o país, de curar as feridas, e está assumindo o pulso do país. A sua popularidade cresce e noto um começo de união nos EUA, só vista em tempos de guerra ou de crise profunda. Aí é comum ver os americanos arregaçarem as mangas e sair adiante, como na Segunda Grande Guerra, como na época do Sputnik,  e durantes os muitos maquiavelismos na guerra fria.

E se estas previsões tiverem corretas será isso bom para o Brasil? Obviamente sim. Para o Brasil – e para o mundo -, e o atual mundo globalizado, cheio de “efeitos dominós” onde o empobrecimento de um não mais significa o enriquecimento do outro.

Daí, desejo boa sorte para todos nos – os povos do mundo!

 

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