ENFOCANDO NA INFO QUANDO ACONTECE

FÁBULA ÁRABE

O DIAMANTE DO BRASIL

Papel de parede Pirâmides do Egito em Giza em papéis, fotos e imagens

Por Sam de Mattos

De Textile Industry

A televisão não nega: Mubarak foi para a rua. PUDÊ do Egito na mão de Marionetes Militares. Oitenta milhões de egípcios empacotados numa faixa de poucos quilômetros ao lado do Rio Nilo. Ciquenta e poucos bilhões de Reais, do Presidente Egípcio, descansam na Suíça. Ele agora descansa em um balneário de cinco estrelas. Fabricas estão paradas. Desemprego e analfabetismo, rampante. Nas ruas pobres e poeirentas há uma euforia de sambômetro. Mulheres ululando e velhos chorando. Instabilidade geral.

Hamas na espreita dos espólios do poder. Israel quieto, mas inquieto, sem palpites e na moita. A irmandade Muçulmana no toco, à espera do pulo do gato. A nação parada há duas semanas. FESTAS e FESTAS e FESTAS e fome. Barracas crescendo como cogumelos na praça. Mas o povo percebe esta mudança de fogo pela frigideira como LIBERDADE e felizes eles estão.

Usemos alguns exemplos dos Egípcios: (1) Quão sortudos somos nós no Brasil. (2) Que sacrifício eles fizeram para essa parca – e cara – liberdade. (3) Há alguma coisa que nos podemos aprender com a situação egípcia e usarmos em casa? (4) Sabemos nós o quão abencoado somos? (5) Estamos cientes do que temos?

Finalizo com uma fabula indiana que alude muito ao nosso Brasil:

Um mercador indiano riquíssimo fazia comercio índia a fora, com a sua caravana de mais de cem camelos. Um dia ao passar pela sua pequena vila natal, eis que ele reconhece um amigo de infância, miseravelmente trajado, sujo, maltrapilho, enfermo e mendicante. O mercador se apieda desta tragédia humana que um dia foi seu amigo, e decide parar a caravana. Ordena servos a banhar o podre homem, vesti-lo, perfumá-lo, alimentá-lo e depois ele foi levado a sua suntuosa tenda onde foi atendido por um medico.

De caravana parada, por três dias o mercador ficou na cidade. Comprou uma casinha para o amigo, abasteceu-a de comida, deixou-lhe vestes caras, e lhe encontrou um emprego adequado.

Antes de sair, o mercador ainda mandou coser na barra de mais linda veste de linho alvejado, um diamante de valor altíssimo, e pediu para o amigo vesti-la. Ao sair da vila disse: – Amigo, eu nunca sei quando regressarei aqui. Mas você está cuidado por agora. Se tudo que lhe concedi, não der certo, jamais retorne a miséria em que lhe encontrei. Venda a pedra que mandei coser em sua veste e você estará muito bem. Abraçaram-se e o mercador parte em direção ao deserto.

Anos depois, a caravana passa pela mesma cidade. O mercador procura o seu amigo e qual é a sua surpresa: O pobre homem estava em abjeta miséria, em um estado anda mais vil do que no primeiro encontro. Desesperado e exasperado o mercador pergunta ao miserável: – Por que está assim? O que você fez com o diamante caríssimo que lhe dei?

A reposta foi simples: – Nada meu irmão. E apontando para a barra de seu traje imundo ele disse: Ainda se encontra aqui!

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Nuvem de tags

%d blogueiros gostam disto: