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Vazamento no mar tem radioatividade 100 vezes mais alta no

Japão E ONU DIZ QUE VAI ESTUDAR IMPLICAÇÕES DE

VAZAMENTO

Fukushima e o Twitter

TÓQUIO (Reuters) – Um vazamento de água ocorrido na problemática usina nuclear japonesa de Fukushima Daiichi, no começo deste mês, fez com que materiais com 100 vezes o nível permitido de radioatividade fossem para o mar, informou neste sábado a operadora da usina, Tokyo Electric Power Co.

A Tepco disse que o vazamento em um poço de armazenamento do lado de fora do reator 3, ocorrido em 11 de maio, começou no início do dia anterior e durou 41 horas, despejando 250 metros cúbicos de água contaminada no mar.

Cerca de 20 terabecquerels de material radioativo foram liberados, informou um porta-voz da empresa em entrevista coletiva.

Desde que o devastador terremoto seguido por tsunami de 11 de março desativou os sistemas de resfriamento da usina, a Tepco está jogando água doce e do mar nos reatores para impedir o derretimento, o que seria desastroso.

A operadora está tendo dificuldade para encontrar meios de armazenar a água contaminada, sendo que parte dela foi para o oceano e causou preocupações por parte de países vizinhos.

(Reportagem de Risa Maeda)

Reuters

ONU inicia estudo sobre crise nuclear no Japão

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) – A Organização das Nações Unidas (ONU) iniciou nesta sexta-feira um estudo sobre os impactos na segurança e saúde causados pelo acidente na usina nuclear japonesa de Fukushima, que foi atingida por um terremoto e tsunami em março.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, disse que a entidade vai criar “um estudo sobre as implicações do acidente em Fukushima” e apresentar as descobertas em uma reunião sobre a crise nuclear que acontecerá durante o encontro anual da Assembleia Geral da ONU, em setembro.

O relatório “vai analisar várias áreas, incluindo meio ambiente, saúde, segurança alimentar, desenvolvimento sustentável e a ligação entre a segurança nuclear e confiabilidade nuclear”, disse Ban em comunicado.

“Serão apresentadas também visões sobre como melhorar a preparação para risco de desastres”, disse. “Ao produzir esse estudo, a minha intenção está em salientar a necessidade de reforçar a capacidade de organizações internacionais relevantes, em particular a AIEA, em reconhecer o seu papel central.”

O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukio Amano, disse na quinta-feira que a crise nuclear no Japão segue muito séria mesmo depois de mostrar alguns sinais de progresso.

A AIEA, a Organização Mundial de Saúde, e o Programa Mundial de Alimentos estão entre as agências da ONU que serão responsáveis pelo estudo.

O terremoto e tsunami no Japão em março foram responsáveis pelo acidente na usina nuclear Fukushima Daiichi, desencadeando a pior crise nuclear no mundo em 25 anos e levantando dúvidas sobre o futuro da energia nuclear, ao mesmo tempo em que aumenta o medo do público sobre os riscos de usinas nucleares.

(Reportagem de Louis Charbonneau)

Reuters

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