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Parem de crescer! – O novo desafio no cenário mundial: barrar

o avanço dos emergentes…

 por Fabrício Leite 


Novo desafio no cenário mundial: barrar o avanço dos emergentes – China e Brasil à frente – sob alegação de que seu desempenho pode gerar instabilidade. Dá para entender? Não. 

Mas é justamente essa ladainha que organismos multilaterais como o FMI passaram a pregar, movidos sabe-se lá por quais objetivos. Quem sabe querem os antigos “clientes” de volta ao balcão de pedintes, com o pires na mão. 

O Fundo Monetário, através do seu diretor Nicolas Eyzaguirre, deu a senha. Chegou a dizer na semana passada que o Brasil passa por um “processo delicado”. Superaquecimento e ritmo descontrolado de expansão foram os males diagnosticados. 
É sabido, o FMI não possui nenhuma credibilidade, nem a mais escassa base de informações técnicas, no tocante a previsões. Erra sistematicamente todas. 
O histórico de pata-coadas é extenso e vai desde avaliações positivas de países prestes a quebrar até a indicação de medidas restritivas para economias que precisam seguir adiante. 
A China, por exemplo, tem demonstrado que não consegue parar de crescer. Os líderes de Pequim bem que se esforçam, com várias tentativas para segurar um pouco a corrida do tigre. Sem resultado. 
A expansão no primeiro trimestre deste ano alcançou a surpreendente marca de 9,7% do PIB. O Brasil por sua vez também trabalha com números promissores. 
Movido a investimento recorde de capitais estrangeiros, calcula chegar ao final do ano com algo em torno de 4,5% a 5%. Crescer traz a reboque o efeito colateral da inflação e os dois emergentes (China e Brasil) já convivem com esse quadro. 
Mesmo assim, não é o caso de se demonizar o crescimento, como querem fazer valer os organismos multilaterais. A busca de uma política monetária equilibrada que contemple ao mesmo tempo o anseio de desenvolvimento desses países e a inflação variando dentro de metas é o caminho mais sensato. 
A aplicação de taxas de juros cavalares para sustar fluxos expansionistas revelou-se um equívoco – “coisa do passado”, como tem defendido o ex-ministro Delfim Netto. 
Ao sabor do mercado, até por meio de um câmbio que tem flutuado de acordo com a oferta-demanda de dólares, o ajuste inflacionário virá. Sem quebrar o encanto de um crescimento vital.
FONTE: Isto É DINHEIRO
por Carlos José Marques
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